HomeNotíciaSergipe tem um dos menores níveis de endividamento do país, aponta Secretaria...

Sergipe tem um dos menores níveis de endividamento do país, aponta Secretaria do Tesouro Nacional

Sergipe fechou o ano de 2025 com o oitavo menor nível de endividamento entre todas as unidades da federação, alcançando o melhor desempenho da última década. Dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) apontam que a relação entre a Dívida Consolidada Líquida e a Receita Corrente Líquida (DCL/RCL) do Estado chegou a 7,04%, percentual significativamente inferior ao limite máximo de 200% estabelecido pelo Senado Federal.

As informações constam no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi). O indicador coloca Sergipe como o terceiro estado menos endividado do Nordeste, com desempenho superior à média nacional, que atualmente é de 40%.

O levantamento considera a Dívida Consolidada Líquida, resultado da diferença entre a dívida total e a disponibilidade de caixa, em relação à Receita Corrente Líquida, que reúne tributos, transferências federais e outras receitas correntes, descontadas as transferências constitucionais aos municípios e obrigações previdenciárias.

No último quadrimestre de 2025, a Dívida Consolidada Líquida de Sergipe alcançou R$ 1,15 bilhão, representando uma redução de 67,5% em comparação a 2022, quando o montante era de R$ 3,54 bilhões. Naquele ano, a relação DCL/RCL atingia 31,38%, evidenciando o avanço consistente no controle das contas públicas.

A trajetória de redução foi gradual e contínua. Em 2023, a dívida já havia sido reduzida para R$ 2,88 bilhões; em 2024, caiu para R$ 1,76 bilhão; até atingir o patamar atual. No mesmo período, o índice de endividamento recuou de 22,9% em 2023 para 11,56% em 2024, chegando aos 7,04% em 2025.

A secretária de Estado da Fazenda, Sarah Tarsila, destaca que os números refletem o compromisso do Governo do Estado com a responsabilidade fiscal. Segundo ela, o equilíbrio das contas permite ao Estado honrar despesas, manter o pagamento dos servidores em dia, financiar políticas públicas e realizar investimentos estruturantes.

Ela ressalta ainda que os bons indicadores ampliam a credibilidade do Estado junto a instituições financeiras nacionais e internacionais, facilitando o acesso a operações de crédito quando necessário, em condições mais favoráveis.